sexta-feira, 7 de junho de 2013

SOLIDÃO

Por mim,por vós,e por mais aquilo
que onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo
quero solidão.

Meu caminho é sem marcas nem paisagens.
E como o conheces?-me perguntarão.
_Por não ter palavras,por não ter imagens,
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras?Tudo.Que desejas?Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida,mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte
 Voou meu amor,minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória,amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo,entre o sol e a terra.
(Beijo-te,corpo meu,todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha gerra...)
Quero solidão.





quinta-feira, 6 de junho de 2013


UM BELO EXEMPLO DO QUE AS PALAVRAS PODEM FAZER EM NOSSAS VIDAS



(MARIA ELCE)





(MARIA ELCE)

Motivo

Motivo


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
Maribel Martin.


Oi, gente, essa sou eu, MARIA ELCE, num momento de bobeira. Sou professora de Português na rede estadual desde 1993. Sou mãe de dois meninos lindos e esta é minha melhor função. Amo ler de tudo e de todos, gosto de escrever minhas impressões sobre a vida. Trabalho numa escola num bairro da periferia de Sorocaba e, por isso, convivo com as mazelas da sociedade: drogas, tráfico, pobreza, analfabetismo...Mas minha esperança ainda persiste e insiste...

Experiências de leitura

Quando criança era costume ouvir uma história antes de dormir, assim começou minha paixão pela leitura. Via minha mãe lendo livros grossos e sem figuras e ficava intrigada: Qual era a graça? Não entendia como poderia ser tão interessante a ponto de ficar tanto tempo concentrada na leitura. Quando consegui ler meu primeiro livro sozinha foi uma grande conquista e alegria, pois eu queria saber o que tinha de tão interessante nos livros da minha mãe. Cresci lendo muito e tudo que fosse possível, lembro-me da professora de português que bimestralmente nos oferecia um livro, geralmente da Coleção Vagalume, era o melhor momento, mesmo sabendo que teriamos uma prova na sequencia da leitura, valia a pena. Em uma dessas leituras, me deparei com o livro "Sozinha no mundo"... foi uma experiência incrível. Essa leitura foi tão diferente e reveladora que não consegue ler uma única vez. Aquela realidade apresentada na história era tão diferente que me senti tocada e "sofri" com a personagem. Nos anos seguintes continuei lendo e escrevendo muito, era comum imaginar e escrever como continuaria a história após o desfecho do livro ou quando o final não era o esperado escrevia algo mais próximo do que seria, na minha opinião, o final ideal. Quando terminei o magistério, não tive duvidas: faria Letras, para estimular o gosto pela leitura e escrita para que este ciclo nunca se acabe.
                                                                     Marieth de Moraes

quarta-feira, 5 de junho de 2013