Por mim,por vós,e por mais aquilo
que onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo
quero solidão.
Meu caminho é sem marcas nem paisagens.
E como o conheces?-me perguntarão.
_Por não ter palavras,por não ter imagens,
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras?Tudo.Que desejas?Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida,mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte
Voou meu amor,minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória,amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo,entre o sol e a terra.
(Beijo-te,corpo meu,todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha gerra...)
Quero solidão.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Motivo
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília MeirelesEu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Maribel Martin.
Oi, gente, essa sou eu, MARIA ELCE, num momento de bobeira. Sou professora de Português na rede estadual desde 1993. Sou mãe de dois meninos lindos e esta é minha melhor função. Amo ler de tudo e de todos, gosto de escrever minhas impressões sobre a vida. Trabalho numa escola num bairro da periferia de Sorocaba e, por isso, convivo com as mazelas da sociedade: drogas, tráfico, pobreza, analfabetismo...Mas minha esperança ainda persiste e insiste...
Experiências de leitura
Quando criança era costume ouvir uma história antes de dormir, assim começou minha paixão pela leitura. Via minha mãe lendo livros grossos e sem figuras e ficava intrigada: Qual era a graça? Não entendia como poderia ser tão interessante a ponto de ficar tanto tempo concentrada na leitura. Quando consegui ler meu primeiro livro sozinha foi uma grande conquista e alegria, pois eu queria saber o que tinha de tão interessante nos livros da minha mãe. Cresci lendo muito e tudo que fosse possível, lembro-me da professora de português que bimestralmente nos oferecia um livro, geralmente da Coleção Vagalume, era o melhor momento, mesmo sabendo que teriamos uma prova na sequencia da leitura, valia a pena. Em uma dessas leituras, me deparei com o livro "Sozinha no mundo"... foi uma experiência incrível. Essa leitura foi tão diferente e reveladora que não consegue ler uma única vez. Aquela realidade apresentada na história era tão diferente que me senti tocada e "sofri" com a personagem. Nos anos seguintes continuei lendo e escrevendo muito, era comum imaginar e escrever como continuaria a história após o desfecho do livro ou quando o final não era o esperado escrevia algo mais próximo do que seria, na minha opinião, o final ideal. Quando terminei o magistério, não tive duvidas: faria Letras, para estimular o gosto pela leitura e escrita para que este ciclo nunca se acabe.
Marieth de Moraes
Marieth de Moraes
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